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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Derrotando o derrotismo em 2015

 
 
O jornal Herald Tribune, de Nova York, publicou há alguns anos que um eminente homem público americano, sempre que ouvia alguém queixar-se de suas dificuldades pessoais como barreiras irremovíveis, apontava para um quadro fixado na parede do seu gabinete, no qual lia-se a respeito de um homem:
Fracassou nos negócios em 1831.
Perdeu a eleição para Deputado Estadual em 32.
Fracassou de novo nos negócios em 33.
Foi eleito Deputado Estadual em 34.
Sua noiva faleceu em 35.
Teve um esgotamento nervoso em 36.
Foi derrotado na escolha para Presidente do Legislativo em 39.
Foi derrotado na escolha para o Tribunal Eleitoral em 40.
Perdeu a eleição para Deputado em 43.
Foi eleito Deputado Federal em 46.
Tornou a perder a eleição para Deputado Federal em 48.
Perdeu a eleição para Senador em 58.
Perdeu a eleição para Vice-Presidente dos Estados Unidos em 56.
Tornou a perder a eleição para Senador em 58.
Foi eleito Presidente dos Estados Unidos em 1860.
Finda a leitura, ele emendava: “Essa é a fórmula pessoal para derrotar o derrotismo. Isso que aí está é um resumo da vida de Abraão Lincoln, o mais notório e aclamado dos presidentes norte-americanos”. Apenas lembrando, em 2009, ano do bicentenário de Abraão Lincoln, segundo uma lista elaborada por 65 renomados historiadores americanos, ele permanecia como o maior de todos os presidentes dos Estados Unidos. 
Sua vida nos ensina que, para derrotar o derrotismo, é preciso perseverança na caminhada, tenacidade na luta, firmeza de propósito. Esses são ingredientes indispensáveis na vida e absolutamente necessários em qualquer tipo de empreendimento. Aqueles que desistem obviamente não fazem história nem deixam legado algum que valha a pena ser lembrado. A história é feita por aqueles que perseveram e lutam até o fim.
       Não são poucos os que caminham pela vida sem saber aonde querem chegar, contanto que cheguem a algum lugar, pois esse será sempre o alvo que tinham em mente. Essa mesma lógica faz-me lembrar de um desenho do Snoopy que ilustra bem a estratégia de muitos quantos aos alvos a atingir na vida. Charlie Brown estava praticando arco e flecha no quintal da casa. Em vez de mirar em um alvo específico, ele atirava as flechas a esmo na cerca de madeira e desenhava em seguida um alvo onde a flecha havia atingido. Lucy chegou a ele e perguntou: “Por que você está fazendo assim?” Ao que Charlie Brown respondeu sem nenhum constrangimento: “É que desta maneira eu jamais erro!”
Há um velho ditado popular que enquadra bem todas as pessoas que assim procedem: “Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho leva, e não chega nunca”.
No Brasil das incertezas de 2015, quando os pífios resultados da economia concorrem para dar vazão ao pessimismo, quando políticas governamentais equivocadas conspiram para exaltar o derrotismo, e tudo isso serve como desculpa para não se fazer planos nem estabelecer alvos coerentes na vida, é preciso levantar a cabeça acima de todas as coisas negativas e continuar crendo na vida e perseverando em busca da vitória.
Normalmente, todo início de ano as pessoas fazem planos, alguns desenvolvem cuidadosas estratégias, mas muitos desistem no meio do caminho, sentem-se desanimados e sem forças para prosseguir, com a nítida sensação de viverem a mesmice de um fracassado ambulante.
Eu entendo que toda pessoa, antes de pensar em novos alvos, deveria primeiro descobrir o porquê de não estar alcançando os alvos antigos. O problema é que começam perguntando por onde deveriam terminar. Cada pessoa, diante de fracassos recorrentes, deve se perguntar: o que está me impedindo de alcançar meus alvos pessoais?
Não são poucos os que fracassam porque são egoístas. Outros, porque não são humildes. E ainda outros, porque são soberbos e descrentes, vivendo como se Deus não se importasse com suas vidas.
Para vencer na vida, para derrotar o derrotismo, é fundamental depender de Deus, pois Ele não somente nos ama, mas também “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). Abraão Lincoln disse: “Minha preocupação não é se Deus está ao nosso lado; minha maior preocupação é estar ao lado de Deus, porque Deus está sempre certo”. 
Há pessoas, contudo, que conscientemente preferem não contar com Deus, e pensam que podem estabelecer os alvos que quiserem, e assim, vencer sem depender de mais ninguém. Tiago, irmão do Senhor Jesus, adverte a essas pessoas: “Agora escutem, vocês que dizem: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade e ali ficaremos um ano fazendo negócios e ganhando muito dinheiro! Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo” (Tg 4.13).
Uma boa maneira de descobrir se há algo de errado na vida e qual o caminho certo é buscar segura orientação na Palavra de Deus, que é “lâmpada para os pés e luz para o caminho” (Sl 119.105). A melhor maneira de derrotar o derrotismo é crendo que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Pv 16.1). E então poderá acrescentar: Em 2015, o Senhor é o meu Pastor; nada me faltará (Sl 23.1).
Lute sempre, persevere, e prossiga com Deus para obter um 2015 vitorioso, próspero e abençoado!
 
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém







sexta-feira, 22 de maio de 2015

A adoração que Deus leva em conta



 
 
 
Que tipo de adoração Deus leva em conta? Podemos adorar a outro ser que não o Criador? Quando pensamos sobre a essência da adoração e o seu objeto, temos necessariamente de observar esse assunto a partir do que o própio Deus diz a respeito na Bíblia, não do que nossas ideias religiosas preconcebidas tentam nos ditar. Deus apenas (portanto, nenhum outro) é a autoridade primeira e última nessa questão.
Jesus deixa claro que a essência da adoração é o amor. Isso ocorreu quando um dos escribas lhe perguntou: “Qual é o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12.28-30). Em suma, Deus é o único Senhor, portanto, deve ser amado sem limites e acima de tudo. E quem o ama certamente o adorará “em espírito e em verdade”.
A questão do objeto da adoração verdadeira entrou na conversa de Jesus com uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Depois de falar da água da vida e dar uma nova esperança àquela mulher, ouve dela uma indagação sobre a verdadeira adoração. Sua dúvida era quanto ao lugar onde Deus deveria ser adorado, se em Jerusalém ou em Samaria.
Nesse ponto, depois de afirmar que o lugar da adoração deixara de ser importante, Jesus adiciona um elemento a mais na revelação: “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.23).
Jesus ensina principalmente duas coisas nesta sentença. Primeiro, quando diz “em espírito”, Ele está indicando o nível em que deve ocorrer a verdadeira adoração. Ou seja, devemos comparecer diante de Deus com total sinceridade e com um espírito novo, ou seja, uma disposição de ânimo gerada e dirigida pelo Espírito Santo em nossa vida.
Segundo, quando diz que a adoração deve ser “em verdade”, Ele está afirmando que a adoração tem que ser prestada de conformidade com a verdade da revelação que Deus fez Dele próprio através de Seu Filho Jesus.
Por isso, os que propõem um tipo de adoração que ignora a Palavra de Deus estão de fato desprezando, no seu todo, o único alicerce da verdadeira adoração.
A história está repleta de exemplos de servos de Deus que foram confrontados com situações emergenciais que os colocavam, ou na situação de serem adorados, ou na de se exigir que adorassem a outro deus que não o Criador. Veja como eles procederam:
Quando o apóstolo Pedro, avisado por divina revelação, foi pregar o Evangelho ao centurião romano Cornélio, este quis adorá-lo. A Bíblia narra assim o episódio: “E aconteceu que, indo Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10.25).
Hananias, Misael e Azarias, jovens hebreus, foram confrontados pelo rei Nabucodonozor para que adorassem a uma grande estátua de ouro do deus babilônico. Se eles não o fizessem, seriam lançados dentro de uma fornalha ardente. Assim eles responderam: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Daniel 3.17).
O apóstolo João, quando recebeu a revelação do Apocalipse, teve o encontro com um anjo majestoso e quis adorá-lo. O anjo assim lhe disse: “Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus” (Apocalipse 19.10).
Quando Satanás tentou Jesus no deserto, propôs dar-lhe todos os reinos do mundo e a glória destes, se tão somente Jesus o adorasse. “Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4.10).
        Destes exemplos podemos depreender que nem homem, nem imagem de escultura, nem anjo, nem Satanás, ou qualquer outro ser, por mais importante ou majestoso que seja, pode ser merecedor de adoração. Isso está de acordo com o primeiro Mandamento: “Não farás para ti imagem de escultura... Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus” (Êxodo 20.4,5).
A adoração, para ser levada em conta, tem que consistir em atitudes e atos que reverenciem e honrem a majestade do único Deus do Universo. Sendo assim, a adoração concentra-se em Deus, e não em falsos deuses, nem no ser humano, nem em qualquer imagem de escultura, quer de anjos ou de santos. Só Deus merece ser adorado, ninguém mais.
        A Palavra de Deus ensina que qualquer adoração que não seja centrada em Deus é falsa e ineficaz. Seja, portanto, um verdadeiro adorador. Adore somente a Deus, sempre em espírito e em verdade. Essa é a única adoração que Deus realmente leva em conta.
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Culpa e Graça


  
 
Karl Menninger em seu livro “What Ever Became of Sin (em Português, algo como “De que é feito o pecado”), narra uma estranha cena, ocorrida em um dia ensolarado de setembro de 1972, na esquina de uma agitada rua de Chicago, nos Estados Unidos. Um homem bem vestido e de feições severas postou-se parado na esquina, enquanto os pedestres corriam de um lado para outro em seus afazeres. Então, ele solenemente levantava o seu braço direito, apontava para a pessoa que lhe estava mais próxima e, em voz alta, pronunciava uma única palavra: “Culpado!” – se fosse um homem; e sendo mulher, bradava: “Culpada!”
Sem nenhuma outra expressão e sem sequer alterar o seu semblante, ele então voltava à posição inicial para, minutos depois, repetir o mesmo gesto. A cena era grotesca. O homem parecia um daqueles loucos que aparecem de vez em quando, em qualquer lugar do mundo, com suas bizarrices. Mas, temos de admitir, ele era um louco dizendo a verdade.
O seu gesto causava um efeito quase assustador nos transeuntes. Estes ficavam olhando para o “acusador”, hesitavam momentaneamente, viravam-se, olhavam para ele novamente, para então seguirem o seu caminho.
De fato e sem sombra de dúvida, todos aqueles para quem ele apontou eram realmente culpados. Isto porque o pecado é universal, uma vez que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23).
Quando Marilyn Laszlo estava traduzindo a Bíblia para o povo Hauna, da Nova Guiné, ela chegou à palavra “pecado”, e então perguntou ao próprio povo o que eles pensavam que isto significava. Eles responderam: “É quando se mente”; “é quando alguém rouba”; “é quando matamos”; “é quando alguém toma a mulher do outro”. Sem jamais terem lido a Bíblia, eles estavam falando sobre o padrão de Deus conforme mostrado nos Dez Mandamentos. Isto porque eles “mostram a norma da lei (de Deus) gravada no seu coração” (Rm 2.15).
O problema é que essa mesma lei, em vez de nos ajudar, apenas serve para mostrar que todos somos pecadores e, portanto, fomos escravizados pelo pecado. Como Jesus asseverou: “Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34).
Mesmo que alguém se ache um pecador de pequena monta, ainda assim, como dizia o doidinho na esquina, é culpado. E se alguém disse que não tem pecado, mesmo assim é culpado. Está escrito: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1.8). Alguém disse que a pior forma de insanidade é negar a culpa de alguém que vive no pecado e na descrença.
Foi para nos libertar do pecado e de todas as suas mazelas que Jesus veio ao mundo. Foi por amor que Ele morreu na cruz, para pagar a pena por nossos pecados, como está escrito: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6).
A morte reconciliadora de Jesus é uma verdade tão profunda que os estudiosos foram incapazes de analisá-la completamente. Mas como entender um gesto de amor supremo do próprio Filho de Deus, que era inocente e justo, ter morrido para pagar a pena por nossos pecados?!
Foi uma substituição: um homem inocente e justo carregou os pecados de toda a humanidade, pagando o seu preço. Foi assim que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11).
Mas como entender minimamente esse mistério?
O músico e pastor Cliff Barrows conta que certa feita seus filhos Bobby e Betty fizeram algo errado. Embora tenham sido gentilmente repreendidos, tornaram a fazer a mesma coisa e precisaram ser disciplinados. O coração de pai amoroso de Cliff doeu ao pensar que teria de punir aqueles pequeninos que tanto amava.
Assim, chamou os dois em seu quarto, tirou o cinto e a camisa, e então, com as costas nuas, ajoelhou-se ao lado da cama. Ele falou para cada filho bater-lhe dez vezes com o cinto, porque ele próprio, em vez de puni-los merecidamente, iria tomar o lugar deles no castigo. Ah, como eles choraram! Mas a pena precisava ser paga. As crianças soluçavam enquanto batiam nas costas do próprio pai. Depois disso Cliff os tomou num apertado abraço, beijou-os e então eles oraram juntos. “Doeu” – ele recorda – “mas nunca mais precisei bater neles”.
Jesus foi chicoteado por todos nós, relativamente falando. Ele tomou sobre Si todos os nossos pecados e carregou todas as nossas culpas, realizando uma plena e eterna salvação. Isso é graça de Deus! Tudo o que precisamos fazer agora é aceitar o Seu sacrifício e receber o Seu perdão. Isso é fé em Deus! E assim, seremos Seus filhos, e o Seu amor inundará o nosso coração de uma paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7). Isso é comunhão com Deus!
Depois disso, num gesto recíproco de amor, poderemos devotar a Deus o restante de nossas vidas, pois a culpa não é mais nossa; Jesus a carregou definitivamente, deu cabo dela, extinguindo-a totalmente. Agora é só graça!
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém


Publicação:
D.T.C.



domingo, 8 de fevereiro de 2015

O valor da disciplina espiritual





Oscar Schmidt, reconhecidamente o maior cestinha de todos os tempos, foi um jogador de basquete extremamente disciplinado. Quando começaram a chamá-lo de “mão santa”, por causa das espetaculares cestas que marcava em cada partida, ele prontamente contestou: “Mão santa, coisa nenhuma; eu treino muito para ser preciso nos arremessos. Depois de cada treino com a equipe, para me aprimorar ainda mais, eu fico na quadra e pratico cerca de mil arremessos”. Isso é disciplina esportiva!
O grande pianista Ignacy Paderewski, músico por vocação e profissão, falando sobre a necessidade de praticar diariamente, disse: “Se eu não praticasse tocar piano por um dia apenas, ao tocar pra valer, eu notaria a diferença. Se eu perdesse dois dias, os críticos notariam a diferença. Se eu ficasse uma semana inteira sem praticar, o público notaria a diferença”. Isso é disciplina profissional!
O apóstolo Paulo, comparando a vida disciplinada de um atleta (que buscava reconhecimento humano) com a dele como seguidor de Jesus (que buscava a aprovação de Deus), afirmou categoricamente: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1Co 9.25-27). Isso é disciplina espiritual!
A lição que fica desses exemplos é que não devemos ser inconstantes em nossa disciplina, qualquer que seja a nossa área de atividade. Mas, principalmente em termos espirituais, se queremos que a nossa vida seja um testemunho vivo atraente para aqueles que precisam de um bom exemplo para buscar a Deus; se queremos espalhar “o bom cheiro de Cristo” no mundo apodrecido pelo pecado; se queremos que a nossa luz brilhe diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus; se a nossa meta é ser cada vez mais parecidos com Jesus Cristo, então temos o desafio incontestável de manter a disciplina espiritual a qualquer custo.
Disciplina não é algo para certas ocasiões festivas. Disciplina é algo que nunca acaba, até que se alcance o objetivo. Foi o que descobrira a tripulação do navio norueguês Vistafjord. O engenheiro do navio havia convidado alguns ilustres passageiros para visitarem a ponte de comando. Olhando o equipamento de navegação, um dos convidados comentou que os instrumentos de latão brilhavam como se fossem ouro. “Quantas vezes vocês fazem o polimento disso?” – alguém perguntou. “Todo dia” – o engenheiro respondeu – “Assim que paramos de polir, já começa a embaçar”.
A disciplina espiritual, por sua vez, não é algo para “dias santos”, ou aos domingos nas igrejas. Há pelo menos três coisas que, se exercitadas disciplinadamente, ajudarão com certeza a manter a pujança de uma vida espiritual vitoriosa.
A primeira é o louvor. O rei Davi, embora muito ocupado em guerrear contra os inimigos e em governar o seu país, afirmava: “Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre” (Sl 145.2). Não devemos ser como as pessoas que só louvam ao Senhor nos cultos públicos, esquecendo-se que o louvor é para ser parte do nosso cotidiano. E, com certeza, há inúmeros motivos para louvarmos a Deus todos os dias. Basta querer e buscar exercitar-se nessa bendita motivação de um coração agradecido.
A segunda é a leitura e meditação na Palavra de Deus. Os discípulos de Jesus na igreja que estava em Bereia “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11). Não devemos ser como aqueles que só lêem “na Bíblia do pastor”, quando este faz a leitura de uma passagem durante o culto público aos domingos. Podemos dizer como o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119.105).
A terceira é a prática da oração perseverante, como Jesus ensinou (Lc 18.1). Costumeiramente, Daniel “três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus” (Dn 6.10). Não devemos ser como os que só oram durante as refeições ou quando enfrentam tribulações. Paulo ensinava que devemos experimentar viver “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito” (Ef 6.18). 
À medida que a volta do Senhor se aproxima, os problemas ao nosso redor se agigantam: a maldade cresce a cada dia; os padrões de conduta que serviram de guia durante décadas estão ruindo diante de nossos olhos; crimes, injustiças e desrespeito crescem assustadoramente. Este é o mundo que precisa do nosso testemunho como “filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual devemos resplandecer como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).
Assim, quanto mais aprimorada for a nossa disciplina espiritual, louvando a Deus, lendo e meditando em Sua Palavra, orando e buscando de coração ao Senhor, tão mais profundamente estaremos imersos na graça de Deus e aptos a servir como testemunhas de Sua salvação e bondade para com todos. 
A disciplina espiritual tem um grande valor. E a vitória que traz produz uma grande recompensa!

Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém


Publicação
DTC
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O poder curador do perdão

 
  
 
Simão, um fariseu proeminente, convidou Jesus para jantar em sua casa. Quando Jesus tomou lugar à mesa, uma mulher da cidade, prostituta, pegou um vaso cheio de perfume precioso, abraçou os pés do Senhor e, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e também lhe beijava os pés e os lavava com o perfume. Diante dessa cena grotesca e inusitada, o fariseu anfitrião pensou consigo mesmo: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora”.
Jesus, percebendo a indiferença e censura do fariseu, lhe contou uma história: “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos dinheiros, e o outro, cinquenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?”. Simão respondeu de pronto: “Suponho que aquele a quem mais perdoou”.
Jesus elogiou sua resposta e, voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste um beijo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama”. Jesus então se voltou para a mulher e lhe disse: “Perdoados são os teus pecados” (Lc 7.36-48).
Que cena! Ali estava uma mulher que precisava desesperadamente de perdão, e só lhe davam desprezo. Os líderes religiosos, os coronéis da esperança da época, só lhe imputavam juízo e condenação. Mas Jesus lhe estendeu a mão e, vendo que no seu coração ainda havia lugar para o amor, a perdoou de seus muitos pecados. Jesus sabia, e aquela mulher pecadora ficou sabendo, que o perdão cura a alma e abre a porta para expressarmos o amor de Deus na vida. Amada e perdoada, ela agora poderia também perdoar e amar.
Lembro-me que, por ocasião da guerra do Vietnã, uma foto em particular foi publicada em quase todos os jornais do mundo. Ela retratava uma garotinha fugindo aterrorizada de sua aldeia, juntamente com outros meninos, esperando escapar ao horror do Napalm que queimava sua pele. Ao fundo, um manto de fumaça e destruição. Seu nome é Kim Phuc. Nela ficaram as cicatrizes indeléveis em quase todo o corpo, como marcas do horror e da intolerância.
Em meados de 1996, Kim Phuc foi chamada para dar uma palestra em Washington, no Memorial dos Veteranos do Vietnã. Durante a palestra, ela disse que perdoaria o piloto que lhe infligiu tamanho dano, se um dia eles se encontrassem. O homem a quem ela se referia era John Plummer. Ele havia declarado estar certo de não haver civis morando na aldeia, por isso ordenara o ataque. Mas isso não fazia a menor diferença: sua culpa continuava latente e ele precisava se sentir perdoado.
O auditório estava lotado e, inacreditavelmente, John Plummer estava na plateia. Ele soube que Kim estaria lá, então foi para ouvi-la falar. Após a cerimônia, os dois se encontraram face-a-face, olhos-nos-olhos. Dois personagens antagônicos: ele é um americano que, no auge da guerra, quase a matou; ela é uma vietnamita que, quando o napalm começou a cair do avião dele, correu para salvar a própria vida.
Naquele momento, tudo o que John Plummer sabia dizer era: “Perdoe-me, eu sinto muito”. Constrangido, ele repetia a mesma frase. Kim Phuc o fitou por alguns momentos e respondeu: “Tudo bem, eu perdoo você”.
Como ela poderia perdoar o responsável por tamanho terror em sua vida? A resposta é que, após a guerra, Kim tornara-se uma seguidora de Jesus Cristo, assim também como John. Eles entendiam o perdão – como dá-lo e como recebê-lo. Eles foram perdoados por Jesus e, assim, permitiram que o amor de Deus em seus corações fizesse o ciclo do perdão continuar.
Kim Phuc era uma mulher que conhecia os princípios da fé cristã. Ela poderia ter ficado ressentida, como muitos o fazem, e odiado seu ofensor. Poderia ter desenvolvido um espírito amargo e vingativo. Poderia ter carregado uma raiva inflamada desse incidente cruel que marcara sua vida para sempre. Mas ela estava seguindo as ordens de Jesus: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44); e também: “Não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc 6.37). Ela sabia que fora totalmente perdoada por Deus, e podia orar: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve” (Lc 11.4). Assim, Kim Phuc perdoou o seu antigo algoz John Plummer e ministrou perdão ao seu coração carregado de culpa, abrindo a porta para o amor fluir.
Num mundo onde a retaliação é comum, somos chamados a amar e perdoar. Os princípios de Jesus são extremamente desafiadores, e isso não é fácil para ninguém. Mas, com a ajuda do Senhor, podemos seguir este conselho: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13). Portanto, libere o poder curador do perdão e abra a porta para o amor de Deus fluir através de você e de quem mais você perdoar.
 
 
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
 
 
 
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Podemos aprender com os problemas

 
 
 
 
O Homem da Música, comédia musical de Robert Meredith Wilson, première com sucesso na Broadway, e depois transformada em filme, é conhecida por seus ritmos memoráveis e cadenciados, mas também pelos momentos de profunda percepção dos intricados caminhos da vida. Numa cena, o professor Harold Hill, um notável vigarista, procura expressar um genuíno amor pela bibliotecária Marian. Mas a moça está sempre voltada para o futuro incerto, não se atendo a viver plenamente o momento presente. Então Hill lhe fala: “Quem empilha um monte de amanhãs, depois só encontrará um monte de ontem vazios”.
Decerto o professor Harold Hill podia e sabia como ser inescrupuloso, mas também entendia a importância de viver o presente com todas as suas nuances e perspectivas, com seus problemas e possibilidades de erros e acertos na vida. Ele sabia que era preciso viver a vida como ela se apresentava, não cabendo ficar preso às certezas inglórias do passado, por mais duras que sejam, nem tampouco quedar-se paralisado diante das incertezas do futuro, por mais assustadoras que pareçam.
No conhecido Sermão do Monte, Jesus apresentou uma simples e poderosa mensagem sobre como não se deixar vencer pela preocupação com os problemas da vida. Ele disse: “Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34).
E por que Jesus fez essa advertência? Entre as razões possíveis, posso destacar duas. Por um lado, se conhecêssemos todas as coisas boas que acontecerão amanhã, estaríamos tão empolgados hoje como desapontados amanhã. E por outro lado, se soubéssemos todas as coisas ruins do nosso futuro, sentimentos profundos como preocupação, medo e tristeza nos paralisariam hoje.
O escritor e historiador Edward Everett Hale disse: “Nunca leve mais de um tipo de problema ao mesmo tempo. Algumas pessoas carregam três tipos: todos os que já tiveram, todos os que têm agora, e todos os que esperam ter”.
       Todas as pessoas têm algo em comum: problemas! Não devemos ficar surpresos com isso, mas sim entender que os problemas fazem parte da vida. O fato é que nós conhecemos os problemas de forma íntima e pessoal: perseguições, dívidas, falta de dinheiro, saúde debilitada, conflitos conjugais, tristeza, depressão, desemprego, morte de uma pessoa amada etc.
       Alguns mestres “modernos” tentam empanar essa visão da vida criando “teologias” que procuram banir definitivamente os problemas, como se os mesmos fossem uma maldição. Mas não são. Decerto, os problemas não são necessariamente bons ou maus. Eles são meramente problemas. Eles estão aí e teremos, cedo ou tarde, de enfrentá-los. E é neste ponto de enfrentamento que é decidido se os resultados serão bons ou maus.
       Portanto, não devemos nos surpreender que Deus nos permita passar por alguns problemas (1 Pe 4.12). Os problemas podem, inclusive, revelar a verdadeira fibra moral da nossa alma e mostrar o nosso real valor na vida.
       Uma das grandes lições que os esportes fornecem para a vida é exatamente essa: é preciso enfrentar os obstáculos e vencê-los. Eles fazem parte do jogo. Imagine um esporte sem desafios ou a vida sem problemas.
Oliver Wendell Holmes disse: “Se eu tivesse uma fórmula para evitar problemas, não a divulgaria. Se o fizesse, não estaria fazendo o bem para ninguém. Os problemas criam a capacidade de lidar com eles. Por isso, encare-os como um amigo, pois verá muitos deles e é melhor ter um bom relacionamento com eles”.
       Antes da tecnologia digital, para se revelar fotos, o filme tinha de ser levado primeiro a uma câmara escura. Só depois que os produtos químicos faziam o seu trabalho no escuro é que era possível expor os negativos à luz, e assim produzir a foto acabada. A luz que teria destruído o filme antes, agora revela a sua beleza. Passar por problemas na vida, portanto, é como passar na “câmara escura”.
Se, como cristãos, passamos por experiências difíceis, essa é uma excelente oportunidade para Deus trabalhar a nossa vida espiritual. Ao enfrentarmos dificuldades, tristezas, decepções e frustrações, é na “câmara escura de Deus” que a imagem de Cristo é revelada em nós. Só então estaremos prontos para ser exibidos na luz da vida. O profeta Jeremias, sabendo disso, afirmou: “Ele me colocou em lugares escuros... É bom confiar e esperar silenciosamente pela salvação do Senhor” (Lm 3.6,26).
Portanto, não centralize a sua atenção em culpar pessoas ou circunstâncias por causa dos vales escuros de frustração e desespero pelos quais esteja passando. Embora eles possam ser a causa secundária, coloque o seu foco na ação de Deus em sua vida e aprenda a reconhecer os benefícios das momentâneas escuridões.
       Não se desespere por causa dos problemas, antes os enfrente resolutamente. Fugir dos problemas é como se expor à luz cedo demais e estragar o filme. Espere a hora de Deus, não estrague a impressão do Seu amor no filme da sua vida. Portanto, deixe o Senhor trabalhar a beleza da semelhança de Cristo dentro de você para poder exibi-la na galeria dos heróis da fé, aqui e na eternidade.
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Copa da Vida


  
 
 
O Brasil está sediando a sua segunda Copa do Mundo. Perdeu a primeira no sofrido e vergonhoso “maracanaço”. E agora, tem uma segunda chance de vencer a Copa em casa. Vencerá? Perderá novamente? Quem sabe?
Sabemos que a Copa do Mundo é uma competição; é luta, mas também é festa. Uma festa em escala planetária. Cerca da metade dos sete bilhões de habitantes do mundo para tudo para assistir aos jogos do maior fenômeno esportivo mundial. Nações contra nações numa “guerra” diferente, onde importa ganhar dentro do campo, em obediência a dezessete normas estritas.
A vida também tem a sua “Copa”, essa muito mais difícil, onde semelhantemente muitos podem ganhar ou perder. A Copa da Vida é, de longe, mais importante que a Copa do Mundo. Enquanto nesta o perdedor pode se recuperar na copa seguinte, na outra a perda é irreversível e irreparável.
Não quero obviamente arriscar análises sobre quem ganhará esta Copa do Mundo. Existem os narradores, os comentaristas, os milhões de “técnicos” dentre os apaixonados torcedores, que poderão fazê-lo sobejamente. Mas sobre a Copa da Vida, que venho “jogando” há tempos, e vencendo pela infinita graça de Deus, gostaria de elencar algumas considerações.
Da comparação dessas duas Copas brotam preciosas lições. Não sou o primeiro a fazer isto. O apóstolo Paulo, antenado com o mundo de sua época, usou o esporte como paradigma, emprestando conceitos das olimpíadas gregas para falar da Copa da Vida.
Ele disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1Co 9.24-25).
Não bastava competir; eles tinham de lutar do modo certo e ganhar. Deviam exercer domínio próprio, não viver de qualquer jeito, como se todos os caminhos levassem a Deus. Paulo entendia que Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” que conduz à vitória (Jo 14.6); e que “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” ou derrota (Pv 14.12).
       Na Copa, assim como na vida, há normas. Paulo reconhecia que “o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). Quando arguido a respeito da maior norma (ou mandamento), Jesus disse: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.30,31).
       A Copa do Mundo é assistida por milhões de espectadores. Na Copa da Vida acontece algo semelhante: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.1-2).
Muitos perdem na Copa da Vida porque têm colocado ídolos (imagens, dinheiro, poder, sexo etc.) no lugar que pertence somente a Deus. No futebol há impedimentos, faltas, punições, cartões amarelo e vermelho. Na Copa da Vida, a infração principal é o pecado, a completa falta de “fair-play” para com Deus e os próprios irmãos.
Mas Deus, em vez de dar cartão vermelho, oferece graciosamente uma chance de mudança: “porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11).
       A glória dos estádios é vã; quem aplaude hoje na vitória, vaia amanhã pela derrota. Na Copa da Vida, o vitorioso ganha um “eterno peso de glória”, como se fosse o aplauso de Deus. Na Copa do Mundo, as seleções lutam por um troféu que lhes pertencerá por quatro anos apenas. Na Copa da vida, o troféu é eterno.
Naquela como nesta, só os vencedores poderão ser coroados. Isto porque no céu não há lugar para perdedores. Jesus disse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5).
Alguns são desclassificados pelo caminho. Mas é preciso avançar: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14). É preciso vencer com fair-play, o que significa uma “consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).
       Muito esforço é desprendido para ganhar uma Copa. Assim também é na Copa da Vida, cujo alvo é ganhar o reino de Deus. Jesus afirmou: “O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11.12).
       Gostaria, portanto, de lhe perguntar: você está preparado para vencer a Copa da Vida?
 
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
 
 
 
 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

103 Anos de Avivamento Missionário


 
 
 
Conta-se que certo missionário pregou a uma tribo indígena, anunciando-lhes que Deus amou de tal maneira o homem que enviou o Seu Filho ao mundo para salvar a todos os pecadores. Essa tribo inteira veio a crer no Evangelho. O mais inusitado é que, um pouco antes, houve esse diálogo entre o chefe indígena e o missionário: “Há quanto tempo Jesus veio à terra para nos salvar?” – perguntou o chefe. “Há cerca de dois mil anos” – o missionário respondeu. Ao que o chefe indígena, surpreso, indagou: “Por que vocês demoraram tanto?”
O Brasil, especialmente Belém do Pará, recebeu o privilégio de uma visitação da parte de Deus, quando os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren aqui chegaram, em 19 de novembro de 1910, nos trazendo a mensagem pentecostal do Evangelho, cujo cerne era este: Jesus Cristo salva os pecadores, cura os enfermos, batiza com Espírito Santo, e em breve voltará. Demorou, mas um dia esses dois homens obedeceram a Deus e vieram nos pregar a mensagem de Salvação. Daniel Berg, especialmente, tinha particular êxito no trabalho de evangelização pessoal, o que lhe dava oportunidade de testificar a muitas pessoas, de casa em casa, nas viagens, nas ruas etc. Ele levou muitas pessoas a experimentarem a salvação em Cristo, pois aproveitava todas as oportunidades para falar do amor de Deus a todos os que cruzavam o seu caminho.
Ele tinha bem vívida em seu coração a mensagem de David Livingstone: “Deus teve um único Filho e fez Dele um missionário”. Certamente desafiava-lhe a conhecida mensagem do pregador Charles H. Spurgeon: "Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor".
Daniel Berg era um verdadeiro missionário; ele veio, pregou e fez escola. Os novos convertidos que se filiaram à Assembleia de Deus (cujo primeiro nome foi Missão de Fé Apostólica), sentiram de imediato o impulso do Espírito Santo, quando então começaram também a testemunhar de Jesus e a ganhar almas para Deus, seguindo os passos de Daniel Berg.
Neste aniversário de 103 Anos de Avivamento Missionário da Assembleia de Deus em Belém, todos os membros da Igreja-mãe: crianças, adolescentes, jovens, adultos e plena idade, sim, todos irão compartilhar o Evangelho com uma pessoa, onde cada um estiver, a hora em que puder e da forma que souber.
Hoje, visando a esse objetivo, estamos trabalhando alegremente no Dia de Ação Missionária Daniel Berg, quando cada assembleiano tem diante de si esse santo privilégio de levar Jesus a uma pessoa. De fato, se cada assembleiano assumir igualmente esse desafio, descobrirá um potencial nunca antes visto em sua vida, abençoando outras pessoas que ainda não conhecem Jesus.
Sabemos que se cada evangélico discipulasse uma pessoa por ano, o mundo todo estaria alcançado em 5 anos. Igualmente, se cada assembleiano alcançasse uma pessoa diferente por ano em nossa cidade, Belém toda estaria evangelizada em 5 anos.
Para inspirar sua vida, quero contar-lhe uma história interessante, de como a graça salvadora de Deus se manifesta quando tomamos a iniciativa de falar de Jesus às pessoas. Certa feita, já com mais de 20 anos de idade, uma filha de pastor deu-se conta de que nunca havia compartilhado o Evangelho com ninguém, simplesmente porque tinha medo.
Um dia ela saiu determinada a não deixar mais o medo impedi-la. Uma mulher se aproximou, e a jovem lhe falou sobre o plano da Salvação de Deus e o Seu amor. Aquela mulher começou a chorar. A filha do pastor lhe deu um abraço para consolá-la, e a mulher tirou uma pistola da bolsa, dizendo que estava a caminho do bosque porque pretendia se matar. Antes de dar o tiro fatal em si mesma, ela orou: “Deus, se você existe e me ama, envie um anjo para me impedir e me abraçar”. Hoje essa mulher e toda a sua família creem e falam a outras pessoas sobre o Jesus que os salvou.
Se você conhece Jesus, faça como Paulo ensinou a Timóteo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não”. Não demore mais; antes, pregue a Palavra de Deus, leve Jesus a quem precisa. Evangelize os seus vizinhos, os amigos, os parentes, de modo que todos tenham a oportunidade de conhecer a salvação de Deus.
E se você não conhece Jesus, abra o seu coração, abra a porta da sua casa a alguém que seja portador dessa mensagem salvadora; ouça com atenção, creia de coração, e receberá a vida eterna em Cristo Jesus.
Atente também para a programação das festividades dos 103 Anos de Avivamento Missionário da Igreja-mãe: Domingo (15/06), haverá celebração em todos os templos da Igreja em Belém. De 16 a 18 de junho, a celebração ocorrerá no Centenário Centro de Convenções, e você também pode participar livremente como nosso convidado especial.
Nosso lema é este: Assembleia de Deus em Belém – 103 Anos de Avivamento Missionário. 
 
 
 
 
Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém
 
 
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Vaticano confirma veto à comunhão de divorciados que casaram de novo

Blog

Comunhão só pode ocorrer se casal receber anulação do casamento.
Questão dos divorciados casados é de crescente importância na Igreja.

  O Vaticano confirmou nesta terça-feira (22) que os católicos que voltaram a se casar após o divórcio são proibidos de receber a comunhão, frustrando as esperanças de que a determinação poderia mudar em breve.

O arcebispo Gerhard Mueller, chefe do escritório doutrinal da Santa Sé, disse em um longo artigo no jornal do Vaticano que esses casais só poderiam receber a comunhão se tivessem uma anulação da Igreja.

  Mas ele afirmou que "mesmo não havendo possibilidade de admitir divorciados casados aos sacramentos", os sacerdotes devem mostrar especial preocupação pastoral com as pessoas em circunstâncias difíceis.
A questão dos divorciados casados é um assunto importante nas Igrejas Católicas em vários países desenvolvidos, especialmente na Alemanha, onde os bispos dizem que é um problema crescente.

Mais cedo neste mês, o Vaticano bloqueou uma decisão de uma diocese alemã que permitia que alguns católicos divorciados e casados novamente recebessem a comunhão. O Vaticano afirmou que dioceses locais não podem promulgar reformas por conta própria.


A Igreja ensina que o casamento é indissolúvel e não reconhece o divórcio, apenas uma anulação sancionada pela Igreja.


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/10/vaticano-confirma-veto-comunhao-de-divorciados-que-casaram-de-novo.html



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Toque de recolher para menores


Domingos T. Costa

Medida divide opiniões entre moradores de Guaxupé (MG) (Foto: Reprodução EPTV)Uma mobilização da sociedade e de pais, entregou um abaixo assinado com mais de 300 assinaturas de pais, responsáveis, Comissariado de Menores, Ministério Público, Executivo, Legislativo, entre outros, disse o Juiz da Infância e Juventude Milton Biagioni Furquim, sobre a portaria que entra em vigor nesta sexta-feira (18) que determina horário para que crianças e adolescentes voltem para casa em Guaxupé (MG) e São Pedro da União (MG). Para ele, os menores não devem questionar a portaria, já que o pedido partiu da sociedade e de pais. “Eu recebi um abaixo assinado com mais de 300 assinaturas de pais, responsáveis, Comissariado de Menores, Ministério Público, Executivo, Legislativo, entre outros”, acrescentou.

Durante o ano em curso já foram registrados 120 casos envolvendo menores na cidade, segundo o Conselho Tutelar. Mediante tal situação, entende o juiz ser necessária a medida. Com a portaria, crianças e adolescentes das duas cidades só poderão ficar nas ruas sem a presença de um responsável em horários estipulados, depois, só acompanhados, Segundo o juiz. O objetivo é proteger as crianças e adolescentes do tráfico de drogas, da exploração infanto-juvenil e do consumo de bebidas alcoólicas.

Perante a nova determinação, crianças menores de 12 anos desacompanhadas devem estar em casa até as 21h.

Os adolescentes entre 12 a 16 anos sem a presença de um responsável não poderão permanecer nas ruas após as 23h, porém, se estiverem participando de atividades escolares ou religiosas. Quando acompanhados, os responsáveis deverão apresentar um documento que comprove o grau de parentesco ou a guarda.

Os jovens entre 16 e 17 anos não terão horários específicos, mas se estiverem em locais considerados inadequados pela Justiça (boate, casas noturnas) serão encaminhados aos pais ou responsável.

Segundo a Justiça, cumprimento dos horários será fiscalizado pelo Comissariado de Menores e o Conselho Tutelar. A medida funcionará com o apoio das polícias Civil e Militar. De acordo com os órgãos, como já existe um esquema de plantão noturno, não haverá alteração no horário de trabalho.

“Essa portaria traz um ineditismo a partir da construção, que foi feita a partir da base e não imposta. Foi a sociedade que quis, pediu e se mobilizou para que ela acontecesse. Por isso me senti confortável e resguardado para editá-la. O grande problema é ela ser executada, mas vejo que todos setores estão engajados”, pontuou o juiz.

Ainda, as crianças e adolescentes com menos de 16 anos que forem encontrados sozinhos nas ruas após os horários estipulados, serão encaminhados aos pais e responsáveis, que devem assinar um termo de entrega e prestar esclarecimentos ao juizado de menores. “O que estamos buscando é a responsabilização dos pais e responsáveis que são omissos, negligentes. Não basta ser pai, tem que participar”, declarou. Caso haja reincidência, os pais e responsáveis poderão sofrer punições administrativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e eventualmente, responder na Justiça comum.

Direito de ir e vir

O direito constitucional de ir e vir das pessoas, diz o juiz Furquim, que a portaria é flexível e que embora ela estabeleça limites, permite que crianças e jovens estejam acompanhados dos pais ou responsáveis fora dos horários pré-determinados.

Diz o juiz: “Não acredito que estejamos ferindo o direito de ir e vir das crianças e jovens, já que elas estarão com suas famílias. O que não será permitido é que circulem sozinhas após determinados horários, mas para mim os menores tem o direito de obedecer os pais”.

O estudante Matheus Henrique Sanches do Prado, de 15 anos, tece o seguinte contrário: “Estão querendo tirar nossa liberdade. E se eu quiser sair e ficar até mais tarde em algum lugar, ou voltar para casa de madrugada? Não vou poder? Não concordo com o que o juiz quer. Não acho que isso faz diminuir os crimes. Causa é revolta”, disse ele.

Medida divide opiniões entre moradores de Guaxupé (MG)
A adolescente Letícia Masson, de 17 anos, apoia a decisão da Justiça. “Sou totalmente a favor, já que muitos pais não tem pulso firme, o Estado precisa interferir. A medida vai diminuir não só o uso de drogas e o consumo de bebidas alcoólicas por menores, mas também a prostituição infantil. Essa foi uma medida responsável e muito inteligente. Nós, jovens, podemos reclamar hoje, mas isso salvará o amanhã”, considerou.

A comerciante Jaqueline Caminho é mãe de uma adolescente de 14 anos e também apoia a portaria. Há um ano morando em Guaxupé, ela veio de São Paulo (SP) e acha que demorou para que algo do tipo fosse feito. “Quando cheguei aqui, fiquei decepcionada com a quantidade de jovens na rua de madrugada. Se isso não for feito agora, o que será do futuro desses jovens? Apesar da revolta deles, que já estão acostumados com essa liberdade, a medida será bem eficaz”, acreditou.


Portaria derrubada em Monte Sião, MG
Em 2010o mesmo juiz foi autor de uma portaria semelhante e que funcionou durante sete meses. Na ocasião, a decisão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que julgou inconstitucional o impedimento do direito de ir vir.


Pela medida, crianças de 12 anos não poderiam ficar desacompanhadas nas ruas depois das 21h. Já os adolescentes entre 12 e 16 anos só poderiam ficar fora de casa acompanhadas, mesmo assim até as 23h. “Neste caso, a portaria era bem mais severa, mas, mesmo durante os poucos meses que funcionou, pais e mães me agradeceram muito e o índice de crimes envolvendo menores caiu bastante”, justificou.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Patos de Minas (MG), no Alto Paranaíba, uma portaria semelhante foi cassada. Em Itajubá (MG) uma proposta parecida também foi discutida, mas não chegou a vigorar.

Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que estabelece uma norma semelhante em Minas Gerais. De autoria do deputado João Leite (PSDB), o Projeto de Lei 3.242/12 está parado na 1ª comissão de análise.

Minas Gerais parece ser o estado mais cessível à questão violência no sentido de corrigir, seria importante que o restante do pais, fizesse o mesmo. O ir e vir de todos os que infringem a lei é por ela freado, não existe nação sem lei, qualquer que quebra os princípios legais é punido pela lei para que o bem comum possa ser alcançado por todos; a tão desejada segurança.

Fonte:

G1.globo.com

domingo, 13 de outubro de 2013

E a Bíblia tem sempre razão...



Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

Mais do que em todas as épocas, a Bíblia tem sofrido, hoje em dia, todo tipo de ataque na tentativa incontida de céticos e incrédulos de desacreditá-la. A despeito disso, ela se mantém firme como sempre, e a própria história costumeiramente lhe dá razão.

Ao ler o livro do profeta Naum — onde está escrito: “Os carros passam furiosamente pelas ruas e se cruzam velozes nas praças, parecem tochas, correm como relâmpagos” (2.4) — o cientista Isaac Newton entendeu que dentro de algum tempo seriam desenvolvidos meios de transportes que nem em sonho daria para imaginar no seu tempo. Ele apontou para a possibilidade de que “os carros andariam a mais de 80 km 
por hora”.

O cientista Voltaire, inimigo de Deus e da Bíblia, escreveu: “Vejam vocês a que ponto pode chegar o cérebro desse homem que descobriu a gravidade e nos fez maravilhas admiráveis. Ao ficar velho e caduco, Newton começou a estudar este livro que se chama Sagrada Escritura e, para mostrar fé no absurdo desse livro, afirma que devemos acreditar que o conhecimento humano aumentará a tal ponto que seremos capazes de viajar a 80 km por hora. Isso é ridículo!”. O que diria você, hoje, sobre quem fez um papel ridículo?

O antagonismo entre a Bíblia e a ciência, proposto por alguns que se intitulam “cientistas”, historicamente jamais teve o apoio de todos os verdadeiros cientistas. Algumas coisas, é óbvio, ficaram séculos sem uma 
explicação condizente, mormente pelo atraso da ciência, não por erro das Escrituras. 

Na verdade, a Bíblia jamais descartou a ciência. Pelo contrário, há 25 séculos, quando nem se pensava em ciência nos moldes modernos, ela predisse que “a ciência se multiplicará” (Dn 12.4). A cada dia, a ciência corrobora com assombro infantil o que a Bíblia propôs com irrefutável maturidade.

Logo em seu primeiro versículo, está escrito: “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1). Os cientistas teorizam que o universo material de fato teve um princípio, não existiu sempre. É a teoria do “Big Bang”. Assim, o próprio tempo tem um início. “No princípio”, diz a Bíblia. 

Foi um texto bíblico, que anuncia que a terra e os céus “envelhecerão como uma veste... e serão mudados” (Sl 102.25,26), que influenciou Lord Kelvin em seu desenvolvimento da Segunda Lei da Termodinâmica. Essa lei afirma que a quantidade de energia útil no universo está diminuindo, sugerindo assim um início para o tempo e a necessidade de um “iniciador”.

A Bíblia diz que o homem foi formado “do pó da terra”. A Enciclopédia Delta Universal relata: “Todos os elementos químicos que formam os seres vivos também estão presentes na matéria inanimada”.

A Bíblia diz também que Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Alguns indicam as similaridades físicas e genéticas entre o homem e certos animais como prova do parentesco entre estes. No entanto, têm de concordar que as faculdades mentais do ser humano são muito superiores às de qualquer animal. Por que tem o homem a capacidade de fazer planos e de organizar o mundo em sua volta, a faculdade do amor, inteligência superior, consciência e concepção do passado, do presente e do futuro? 

A Escritura diz que Deus criou tudo de acordo com sua própria espécie (Gn 1). Bem, isso é também o que a ciência mostra. Não podemos encontrar fósseis que indiquem uma transição de espécie para espécie, porque não há nenhum. A ciência mostra adaptações dentro das espécies (microevolução), mas não transição evolucionária de uma espécie a outra (macroevolução). Nisso ciência e Bíblia concordam. E a “evolução” é só uma teoria improvável.

Hoje, uma mulher e um homem não precisam de sexo para ter um filho. Eles podem ter filhos por fertilização “in vitro”, o que nos mostra grande progresso nas habilidades científicas. Porém, a Bíblia declara que Jesus foi concebido de uma virgem, sem a necessidade de sexo. Isso demonstra que Deus chegou bem na frente.

Discutiu-se por séculos que era “história de carochinha” a afirmativa bíblica de que Deus criara a mulher “da costela de Adão”. O que a ciência consegue hoje com a clonagem é apenas reproduzir um animal com os mesmos defeitos e doenças, que já nasce “velho”. De Adão, Deus criou a mulher, nova e graciosa, que trouxe beleza e lirismo ao mundo.

Então, quem você pensa que sempre esteve na vanguarda? 

Há milênios, a Bíblia fala também de saúde e saneamento, indicando maneiraras eficazes de impedir a proliferação de infecções, de eliminar dejetos humanos e primar pela limpeza (Lv 13.46; Dt 23.12). Coisas que, ainda hoje, muitos povos desconhecem.

Embora a ciência lance, a cada dia, mais luz sobre certas verdades bíblicas, ela jamais poderá explicar o maior dos mistérios: como um miserável pecador, crendo em Jesus, é salvo e tem a vida transformada. 


Por isso, é bom lembrar que essa grande salvação está disponível a todo aquele que crê em Cristo, tanto aos sábios cientistas como aos mais incultos entre os mortais. Porque a Bíblia tem sempre razão!













sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Milhares de pessoas fogem de ciclone na Índia

Blog

Grandes ondas já atingiram as praias de Andhra Pradesh.
Phailin deve chegar ao litoral da baía de Bengala no sábado (12).

Da Reuters


 
Pescadores indianos tentam equilibrar o barco e puxá-lo para fora da Baía de Bengala, na Índia, nesta sexta-feira (11) (Foto: Biswaranjan Rout/ AP)Pescadores indianos tentam equilibrar o barco e puxá-lo para fora da Baía de Bengala, na Índia, nesta sexta-feira (11) (Foto: Biswaranjan Rout/ AP)
Dezenas de milhares de pessoas fugiram de casas em áreas litorâneas da Índia nesta sexta-feira (11), preparando-se para o maior ciclone no país em 14 anos.

Grandes ondas já atingiam as praias no Estado de Andhra Pradesh, mais de 24 horas antes do horário previsto para a chegada do ciclone Phalin à costa. Moradores de aldeias foram levados para escolas no norte do Estado e no vizinho Odisha, e o pânico motivou uma alta no preço dos alimentos.

Imagens de satélite mostram o Phailin a cerca de 500 quilômetros do litoral da baía de Bengala, onde deve chegar na noite de sábado (hora local), causando ressaca com ondas de até 3 metros, além de inundações.

As imagens mostram uma tempestade com uma área equivalente à metade da Índia. Alguns meteorologistas comparam a dimensão e intensidade do sistema ao furacão Katrina, que devastou a costa sul dos EUA em 2005.

Cerca de 260 mil pessoas já foram retiradas de casa, e muitas outras devem sair até o final do dia, segundo autoridades dos dois Estados. Mas muitos moradores em aldeias litorâneas disseram não ter recebido orientações sobre uma retirada, e outros se mostravam dispostos a permanecer em suas casas.

Imagens de satélite mostram o cliclone Phalin sendo formado e se aproximando do litoral indiano nesta sexta-feira (11) (Foto: Naval Research Lab/ AP)Imagens de satélite mostram o cliclone Phalin sendo formado e se aproximando do litoral indiano nesta sexta-feira (11) (Foto: Naval Research Lab/ AP)
 

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