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sábado, 28 de abril de 2012

Escola Bíblica Dominical L05 2T 12


Site



Por:  (Pr Ev – Domingos Teixeira Costa)
A publicação das Lições da Escola Bíblica Dominical neste site, é fruto da obediência a Deus. Ele pôs em minha mente o propósito de fazer a divulgação do conteúdo espiritual que recebemos em nossas Igrejas a cada manhã de domingo,  para que semanalmente nossos irmãos que se encontram espalhados pelo mundo a fora, possam igualmente participar do mesmo pão. 
           
Cumprindo a missão de divulgar o Evangelho por lugares desfavorecidos do acesso a este conteúdo diretamente da Revista acima mencionada, para que os Missionários possam igualmente compartilhar deste pão com os filhos de Deus sob suas orientações, como a Igreja no Brasil, alimenta-se do conteúdo publicado na Revista; Lições Bíblicas da Escola Dominical veiculado neste site.
Tenho a certeza de que estou cumprindo como servo do Senhor meu Deus, mais uma vez, o dever de servo, junto a evangelização internacional, nacional e Igrejas que não desfrutam de acesso favorável e de um conteúdo organizado especificamente para o ensino pessoal e em grupo como igrejas  e etc.
Em virtude da cobertura do Blog ser a nível internacional, utilizamo-lo como o veículo adequado para o cumprimento dessa tarefa de levar esta Mensagem a todos os continentes de nosso planeta, o mais belo de todos no Universo, que só foi criado por causa do homem, para que aqui se fizesse a vontade de Deus como no céu, (Mt 6. 9-13).
À Missão Nacional, Internacional e Igrejas de difícil acesso.  
O Texto é a reprodução original do comentário publicado na Revista do aluno abaixo indicada: 
           
Revista Trimestral, “Lições Bíblicas”, 2º Trimestre – 2012. Comentarista: Claudionor de Andrade, Editora CPAD Rio de Janeiro – RJ.
Lição 05 de 13
                             29 de abril de 2012
Tema - PÉRCAMO, A ICREJA CASADA COM O MUNDO
Texto Áureo - "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 Jo 2.1 5,16).
Verdade Prática – Só há um modo de a Igreja de Cristo destronar Satanás: Manter a Deus no trono e combater a apostasia com a espada do Espírito.
LEITURA BIBLICA
Apocalipse 2.12-17
12 - E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
13 - Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
14 - Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.
1 5 - Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaitas, o que eu aborreço.
16 - Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
1 7 - Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.
INTRODUÇÃO
Primeiro, vieram os discípulos de Balaão que, sob o manto de uma espiritualidade afetada e exótica, logo acharam guarida na igreja em Pérgamo. Depois, chegaram os nicolaítas que, embora atrevidos e afoitos, também não encontraram dificuldades para se acomodar entre as pobres e desprotegidas ovelhas. Quando o ministério local deu por si, já não havia mais nada a fazer: o terreno já estava tomado pelo inimigo. E o pastor da igreja? Ele sabia que a situação era grave, mas não ignorava o que acontecera ao seu antecessor. Ao reagir, o destemido Antipas foi assassinado pelo grupo que sustentava o trono de Satanás naquela igreja.
As coisas, porém, não haveriam de continuar daquele jeito. Já enojado, Jesus, através de João, envia uma carta ao anjo de Pérgamo, urgindo-o a retomar o cajado e apascentar o rebanho de conformidade com a sã doutrina. Caso contrário, o próprio Senhor batalharia contra aqueles iníquos com a espada que sai de sua boca. Como estão nossas igrejas?
Será que, de alguma forma, não permitimos que o Diabo se entronizasse entre s e não o percebemos? É hora de reagir contra o império das trevas.
I. PÉRGAMO, O TRONO DE SATANÁS
1. Pérgamo, a cidade dos livros e da ignorância espiritual. Situada às margens do Caíco e distante trinta quilômetros do Mar Egeu, Pérgamo era a mais importante metrópole da Mísia. Cidade antiga e rica, fizera-se afamada por sua biblioteca, cujo acervo chegou a ser stimado em duzentos mil volumes.
De tal forma ela se
achava ligada aos livros, que o seu nome tornou-se sinônimo destes: pergaminho. Seus operários sabiam como industriar a pele animal como suporte à escrita.

Como uma cidade tão rica em livros podia ser tão pobre quanto ao conhecimento do verdadeiro Deus? Faltava-lhe a sabedoria do Livro dos livros (Pv 1.7).
2. A Igreja em Pérgamo. Pérgamo, em grego, significa casado. É bem provável que a Igreja de Cristo haja sido implantada em Pérgamo quando da estadia de Paulo em Éfeso (At 20.31). Apesar de a cidade ser a guardiã do trono do próprio demônio, o Reino de Deus prevaleceu em seus termos. Se o trono era do Diabo, o cetro estava nas mãos de Cristo (ls 9.6).
II. A ESPADA DE DOIS GUMES
1. A espada afiada de dois gumes. A uma igreja casada com o mundo e que já se havia acomodado a duas ardilosas heresias, apresenta- se Jesus como "aquele que tem a espada aguda de dois fios" (Ap 2.12).  Sim, contra as apostas ias, só existe uma arma realmente poderosa: a Bíblia Sagrada - a espada do Espírito Santo (Ef 6.1 7; Hb 4.12).
2. Manejando bem a espada do Espírito. Se temos semelhante arma, combatamos as mentiras que nos chegam aos arraiais como verdades. Cortemos pela raiz as heresias, misticismos e modismos que teimam brotar em nossos campos. Nessa luta, porém, saibamos como manejar a Palavra de Deus: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15).

Guerreemos contra as inverdades doutrinárias que o Diabo, velada e abertamente, vem semeando na seara do Mestre (2 Pe 2.1 ).
III. O DESTINATÁRIO
1. Um anjo numa cidade infernal. Não era nada fácil ao anjo de Pérgamo habitar nessa cidade. Se por um lado, era coagido pelos pagãos a incensar o altar no qual César era divinizado; por outro, era constrangido a conviver com o paganismo que, a princípio sutil, ameaçava agora o remanescente fiel da igreja. Mas o Senhor Jesus estava de tudo ciente: "Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás" (Ap 2.13). Denota-se, pois, que os crentes infiéis e casados com o mundo, haviam entronizado Satanás na casa de Deus.

Pérgamo era uma cidade infernal, mas o Senhor queria o seu anjo ali, para que ali fosse manifestado o Reino dos Céus.
O paganismo não ficou restrito a Pérgamo. Nestes últimos dias, o Diabo vem repaganizando o mundo através dos meios de comunicação. Há um panteão em cada praça.
2. O testemunho e a perseverança de um anjo. Embora habitasse num lugar espiritual e moralmente hostil, o anjo da igreja em Pérgamo porfiava em manter o seu testemunho, como realça o próprio Senhor: "[...] reténs o meu nome e não negaste a minha fé" (Ap 2.13). Ele mantinha uma postura impecável como servo de Deus. Se parte de sua igreja achava-se casada com o mundo, ele e o remanescente fiel encontravam-se aliançados com o Cordeiro de Deus.
3. Antipas, a fiei testemunha. Mui provavelmente, Antipas havia precedido o destinatário da carta no pastorado de Pérgamo. E pelo que depreendemos das palavras do Senhor, o fiel Antipas, cujo nome em grego significa "contra todos", levantara-se para combater os apóstatas que haviam entronizado o Diabo naquela igreja. Por isso, ajuntaram-se todos para tirar-lhe a vida, conforme denuncia Jesus: "o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita" (Ap 2.13).
Sim, Antipas não foi morto pelas autoridades romanas. Ele foi morto pelos que se diziam irmãos. Por conseguinte, caberia ao atual anjo de Pérgamo continuar a luta de Antipas. Levantar-se-ia ele contra os que detinham a doutrina de Balaão e sustentavam o ensino dos nicolaítas.
IV. AS HERESIAS DE PÉRGAMO
1. Doutrina de Balaão. Ensino pseudobíblico que, torcendo as Sagradas Escrituras através de artifícios teológicos e hermenêuticos, corrompia a graça de Deus, apresentando aos santos uma teologia permissiva e eticamente tolerante Jd 4). O objetivo dessa doutrina era levar o povo de Deus à prostituição e à idolatria, a fim de, enfraquecendo-os moral e espiritualmente, extorquir-lhes os bens materiais. Era a teologia dos ladrões.
O patrono desta doutrina era Balaão, filho de Beor que, embora profeta e teólogo, utilizou-se da profecia e da teologia para levar a maldição ao arraial hebreu (Nm 25). Subornado por Balaque, rei de Moabe, ensinou-lhe como levar a maldição às tendas hebreias. Por isso, o apóstolo Pedro taxa-o de louco (2 Pe 2.15,16). E Judas acusa-o de venalidade Jd 1 1 ).
Balaão tinha os seus discípulos em rgamo. Estimulados pela ganância, utilizavam-se de sua influência teológica sobre a igreja, a fim de levá-la a noivar-se com o mundo.
2. A doutrina dos nicolaítas. Não sabemos muita coisa acerca dos nicolaítas. O que sabemos é que a sua doutrina não destoava quase nada do ensino de Balaão. Pelo menos quanto ao conteúdo.
Se Balaão era dissimulado, sutil e teológico, os nicolaítas, fazendo abertamente comércio dos santos, publicamente apregoavam a repaganização da igreja, afirmando ser possível servir a Deus e aos ídolos. Utilizando-se de um linguajar bem elaborado, levaram muitos fiéis a se desviarem pelos caminhos da fornicação, do adultério e da idolatria.
CONCLUSÃO
Temos a espada do Espírito. É hora de brandi-la contra os adversários. Portemo-nos como vencedores, pois do Senhor temos a promessa: "Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe" (Ap 2.17).
Afinal, que novo nome é este? Não toma a noiva o nome do esposo quando se casa? Assim, tomaremos nós o nome do Cristo; pois somos a esposa do Cordeiro. E o maná escondido? Jesus é o pão que desce do céu. Por isto, se porfiarmos em amá-lo, desfrutaremos de uma comunhão íntima e profunda com o Senhor. Participar do maná é comungar com Ele.



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A grande tarefa inacabada



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Samuel Câmara

Pastor da Assembleia de Deus em Belém




Na Segunda Guerra Mundial, um submarino afundou com 72 tripulantes. Navios de socorro e homens-rãs foram enviados para resgatá-los. Eles trabalharam rápido, sabendo que o oxigênio no interior do submarino duraria pouco tempo. Finalmente, um mergulhador localizou o submarino e bateu uma mensagem em Código Morse no casco do mesmo: “Vocês estão bem?”. A resposta veio de pronto: “Sim, estamos”. O mergulhador rebateu: “Está chegando ajuda”. Os marinheiros do submarino, sabendo que o oxigênio logo acabaria, responderam: “Daqui a quanto tempo?”.

Em agosto de 2000, o submarino Kurz afundou no mar de Barents, mas seus 118 tripulantes não tiveram a sorte de serem achados a tempo. A equipe de salvamento não os alcançou com vida.

A situação espiritual em que o mundo se encontra hoje é semelhante. Pessoas vivem no pecado e, longes de Deus, estão em perigo de morte eterna. Resta pouco tempo, o fim está próximo, Jesus está voltando. A ajuda pode estar chegando, mas esta pergunta não quer calar: “Daqui a quanto tempo?” A resposta, obviamente, depende do compromisso da igreja com a evangelização. O que acontecerá se demorarmos um pouco mais?

Jesus nos deu uma ordem clara e específica: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Evangelizar é pregar o Evangelho de Jesus Cristo, é anunciar as boas novas de salvação. A principal razão de ser da igreja de Jesus é tornar conhecido ao mundo todo o “conselho de Deus”. Isso significa, em suma, proclamar a palavra da salvação gratuita de Deus através de Jesus Cristo, que morreu por todos os pecadores.

Pedro ensinou: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. Em outras palavras, devemos também compartilhar com os outros o maior dom recebido, a dádiva da salvação. Não evangelizar, portanto, é estar na contra-mão da vontade expressa de Deus, ou pelo menos, em contraposição à própria essência da nossa existência como igreja.

Jesus disse: “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Essa é a boa notícia que temos de anunciar!

A salvação é gratuita, recebida pela fé gerada naquele que ouve a Palavra de Deus. A Bíblia diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Mas adverte: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”. A tarefa de evangelizar não foi dada aos anjos; foi dada a homens e mulheres que conhecem a Deus.

Na estrada de Damasco, Jesus apareceu a Saulo e falou com ele. Jesus não explicou a Saulo o que deveria fazer para alcançar a salvação. Antes, o enviou para a cidade, dizendo: “Onde te dirão o que convém fazer”. Por quê? Porque Deus usa pessoas, tal como seu servo Ananias, para ensinar a Saulo o caminho da salvação. Saulo se arrependeu, creu em Jesus e foi salvo!

Quando o anjo apareceu ao centurião Cornélio, em Cesareia, também não lhe explicou o que deveria fazer para ser salvo. Decerto, Cornélio obedeceria ao anjo sem vacilar. Mas não era tarefa do anjo falar sobre a salvação. O anjo disse simplesmente para ele mandar chamar Simão Pedro, “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa”.

Evangelho quer dizer boas novas, boas notícias. É disso que o mundo precisa desesperadamente; e temos de agir rápido, antes que seja tarde! Infelizmente, quando se quer dizer que algo aconteceu rapidamente, cita-se o jargão: “Depressa como notícia ruim”. Notícia ruim ajuda a vender jornal, aumenta audiência televisiva, desperta o interesse das pessoas. Isso revela uma tendência humana pelo grotesco. Por essa razão, o mexerico prospera mais que o elogio sincero. Lembro-me que o jornal britânico The Times inaugurou um caderno só contendo boas notícias. Um ano depois, numa pesquisa de opinião, descobriu que era o menos lido. Foi cancelado.

Porém, como a igreja vive numa perspectiva diferente, precisa se dispor a cumprir a missão para a qual foi chamada, a de sempre anunciar as boas notícias da salvação. Aliás, o significado literal de igreja (ekklesia) é “chamados para fora”, enviados aonde os pecadores estão, para proclamar as boas novas de que Jesus é o único e suficiente Salvador.

A igreja não é nenhum tipo de instituição ou objeto impessoal; antes, é um corpo, um organismo vivo constituído por todos aqueles que são convertidos verdadeiramente a Cristo e são chamados para serem santos e anunciarem o evangelho aos pecadores.

A grande tarefa inacabada da evangelização é urgente. Cabe a cada crente responder a Deus: “Eis-me aqui, envia-me a mim!”



E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv



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sábado, 21 de abril de 2012

Fé e União



Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém




Conta uma parábola que os dedos da mão estavam a discutir sobre qual seria o maior de todos. O Polegar disse: “Eu sou o maior, pois se a vida está boa ou ruim, enquanto vocês se fecham, eu me movo para cima ou para baixo e indico isso com precisão”. Então os outros pediram que ele levantasse sozinho uma bola de tênis, mas ele não pôde fazê-lo. O Indicador falou: “Eu sou o maior, pois sempre aponto o caminho ao viajante, para frente ou para trás, para a direita ou para a esquerda”. Desafiado a levantar a mesma bola sozinho, também não conseguiu.

O Maior-de-todos pediu que os demais ficassem em pé e, depois de se medir com estes, afirmou: “Vejam como eu sou, de fato, o maior de todos... sem comentários”. Mas instado a levantar a bola, também não conseguiu. O dedo Anular sorriu e bradou: “Ora, se é em mim que todos colocam suas alianças e anéis, então eu sou o maior”. Desafiado a levantar a bola, também não conseguiu. Por último, o Mindinho, desdenhando dos demais, inquiriu se eles não sabiam que as aparências enganam. E continuou: “Quando os grandes líderes discutem o futuro do mundo e tomam decisões difíceis, eles esmurram a mesa... e quem sofre as dores sou eu. Então, eu sou o maior”. Mas ele também não pôde levantar a bola sozinho.

Depois de discutirem a tolice de sua desavença, os dedos chegaram à conclusão de que só fariam alguma diferença se tivessem duas coisas: fé e união. Desse modo, juntos, finalmente conseguiram levantar a bola de tênis.

Quando o binômio fé e união está presente, então há respeito às diferenças individuais, a comunhão é mantida e busca-se o cumprimento de um propósito comum. Como membros da Igreja de Jesus Cristo, somos um só corpo e temos de fazer, com fé e união, aquilo que Deus nos ordenou. Jesus se utilizou dessa ideia de corpo numa metáfora oriunda da viticultura: “Eu sou a videira, vós, os ramos”. O apóstolo Paulo, semelhantemente, usou a mesma ideia: “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo”.

Desse modo, na Igreja, nenhum membro é mais importante que o outro. Como na parábola, temos necessidade de uma caminhada sob a égide da fé comum que opera na interdependência e ajuda mútua. Pois é nesse ambiente de espiritualidade latente do corpo que se cumpre a oração profética e sacerdotal de Jesus ao Pai: “Que todos sejam um... para que o mundo creia que tu me enviaste”.

Quando Deus nos manda realizar a Sua obra, temos a garantia de que nada nos faltará, pois o próprio Deus supre todas as coisas de que precisamos. Se somos fracos, Deus nos dá poder; se tímidos, nos dá ousadia. Se falta sabedoria, Deus a concede, pois é a fonte da sabedoria. Se falta dinheiro, Deus supre, pois é dono do ouro e da prata. Se portas se fecham, Deus abre e ninguém fecha. Podemos deduzir que, tendo tudo isso e não fazendo o que Deus manda, então o problema está em nós. E o problema começa quando somos tardios em entender que Deus requer basicamente duas coisas de Sua igreja: fé e união.

Numa ocasião, perguntaram a Jesus: “Que faremos para executarmos as obras de Deus?”. Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que Ele enviou”. É isso que Deus requer em primeiro plano: crer, acreditar. Por isso a Bíblia declara: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. A Palavra também afirma a necessidade de união: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”. Sabemos que o pecado que Deus mais abomina é a semeadura de contenda entre os irmãos.

Quando Deus olha para a Igreja, Ele procura encontrar fé e união. Mas, lamentavelmente, a fé pode ser um instrumento de desunião. Por exemplo, quando alguém tem fé para si só, mas não tem fé para andar com os outros irmãos, apesar das diferenças, esta mesma fé, em vez de unir, separa.

Se a nossa fé não nos unir, não seremos de forma alguma úteis ao nosso Deus. A fé que une é a que diz assim: “Deus nos mandou fazer, não nos importaremos com os que questionam, mas faremos juntos aquilo que Deus ordena”. Esse é o sentido de corpo, de Igreja.

Se o crente afirma ter fé, então duas coisas são esperadas dele: que ore muito por isso; e que faça algo, que contribua com seu esforço e recursos. Se ele não corresponde nesses dois níveis, então a sua fé não tem obras, é morta.

A fé que remove montanhas, que realmente funciona, é a que opera na união do corpo de Cristo. Foi por isso que Jesus disse aos discípulos: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Fé e união, Jesus aprova!



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