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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vencendo a Copa da Vida




       


Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém




A Copa do Mundo é competição, é luta, mas também é festa. Uma festa em escala planetária. O mundo tem seis bilhões de habitantes. Mais da metade param tudo para assistir aos jogos do maior fenômeno esportivo mundial. Nações contra nações numa “guerra” diferente, onde importa ganhar dentro do campo, em obediência a normas estritas.

A vida também tem a sua “Copa”, essa muito mais difícil, onde semelhantemente muitos podem ganhar ou perder. A Copa da Vida é, de longe, mais importante que a Copa do Mundo. Enquanto nesta o perdedor pode se recuperar na copa seguinte, na primeira a perda é irreversível.

Não quero obviamente arriscar análises sobre a Copa do Mundo. Existem os narradores, os comentaristas, os milhões de “técnicos” dentre os apaixonados torcedores, que poderão fazê-lo. Mas sobre a Copa da Vida, que venho “jogando” há tempos, e vencendo pela infinita graça de Deus, gostaria de elencar algumas considerações.

Da comparação dessas duas Copas brotam preciosas lições. Não sou o primeiro a fazer isto. O apóstolo Paulo, antenado com o mundo de sua época, usou o esporte como paradigma, emprestando conceitos das olimpíadas gregas para falar da Copa da Vida.

Ele disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Co 9.24-25).

Não bastava competir; eles tinham de lutar do modo certo e ganhar. Deviam exercer domínio próprio, não viver de qualquer jeito, como se todos os caminhos levassem a Deus. Paulo entendia que Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” que conduz à vitória (Jo 14.6); e que “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” ou derrota (Pv 14.12).
        
           Na Copa, assim como na vida, há normas. Paulo reconhecia que “o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). Quando arguido a respeito da maior norma (ou mandamento), Jesus disse: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.30,31).
        
            A Copa do Mundo é assistida por bilhões. Na Copa da Vida é assim também: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.1-2).

Muitos perdem na Copa da Vida porque têm colocado ídolos (imagens, dinheiro, poder, sexo etc.) no lugar que pertence somente a Deus. No futebol há impedimentos, faltas, punições, cartões amarelo e vermelho. Na Copa da Vida, a infração principal é o pecado, a completa falta de “fair-play”.

Mas Deus evitar dar cartão vermelho, “porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11).
        
            A glória dos estádios é vã. Na Copa da Vida, há um “eterno peso de glória”. Na Copa do Mundo, as seleções lutam por um troféu que lhes pertencerá por quatro anos apenas. Na Copa da vida, o troféu é eterno.

Naquela como nesta, só os vencedores poderão ser coroados. Isto porque no céu não há lugar para perdedores. Jesus disse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5).

Alguns são desclassificados pelo caminho. Mas é preciso avançar: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14). É preciso vencer com fair-play, com a “consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).
        
Muito esforço é desprendido para ganhar uma Copa. Assim também é na Copa da Vida, cujo alvo é ganhar o reino de Deus. Jesus afirmou: “O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11.12).
        
Aqui, portanto, cabe uma pergunta: você está vencendo a Copa da Vida?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Culto comemora 99 anos da igreja Assembleia de Deus em Belém PA


CELEBRA ÇÃO, na noite de ontem o Evento reuniu mais de cinco mil pessoas em seu Templo Central

Mais de cinco mil fiéis participaram, ontem a noite, do culto de celebração ao aniversario de 99 anos da Assembleia de Deus e de fundação da igreja-mãe, primeira igreja pentecostal construída no pais, localizada na travessa 14 de Março, no bairro de Nazaré, em Belém. A noite de oração foi celebrada pelo pastor do Rio de Janeiro, Silmar Coelho, e integra a programação aberta desde o último sábado (12), que já inicia a contagem regressiva para a comemoração do centenário, em 2011. Com quase cem anos de história, a Assembleia de Deus é a maior igreja evangélica do Brasil, com cerca de vinte milhões de membros e está presente em 176 nações.

Para o pastor Cléber Almeida, a trajetória. Quase centenária da igreja cruza com o caminho de mais fiéis a cada dia. A história da igreja é classificada como sendo de crescimento em todos os lugares, tanto na nação brasileira, quanto estrangeira. A Assembleia de Deus tem crescido muito com o passar dos anos. “Só em Belém estamos chegando a cento e vinte mil membros”, explica. A capital paraense abriga 457 templos e mais 700 pastores, além de manter missionários em outros países.

As comemorações se estendem até a próxima segunda-feira (21). Hoje, a partir das 8 horas, será realizada a Grande Carreata, com destino ao Estádio do Mangueirão. Em Belém, a concentração acontece na Escadinha do Cais do Porto, no mesmo local onde os primeiros missionários chegaram a capital. A carreata também parte dos municípios de Icoaraci e Marituba.

Mas a grande concentração pentecostal está prevista. para a tarde de amanhã, no mesmo local. A celebração que marca. Os 99 anos de criação da igreja no Brasil começará as 16 horas, e contará com a presença do pastor Silas Malafaia, um dos mais conhecidos ministros protestantes do pais.

CÂMARA MUNICIPAL
O Dia Municipal da Assembleia de Deus (18 de junho), instituído em 1999, foi comemorado ontem, na Câmara Municipal de Belém, em sessão solene que lembrou também os 99 anos de existência da Igreja. A homenagem contou com corais de música e a presença do presidente da Assembleia em Belém, Samuel Câmara, além de dezenas de evangélicos, dos vereadores Iran Moraes (PMDB), Evaldo Rosa (PPS), o "cobrador pregador", de Paulo Queiroz (PSDB), do representante da Ordem dos Advogados do Brasil- seccional Pará (OAB/PA), Mário Freitas Junior, e do Secretário Municipal de Governo, Emerson Moura.

"Nós nascemos em um berço humilde. Começamos perseguidos e discriminados e, hoje, receber a homenagem do Poder Legislativo representa um privilégio e o reconhecimento desse segmento que não é só religioso, mas social, que ora e trabalha para o bem estar das pessoas", destacou Samuel Câmara.

A benção da festiva se estende até segunda-feira 21.

A informação é do Jornal O Liberal


Costa

sábado, 12 de junho de 2010

Irã nega, mas sanções atrapalham programa nuclear

Apesar de medidas afetarem projeto atômico iraniano, não devem persuadir Teerã a negociar, dizem especialistas

Leda Balbino, iG São Paulo


Assim que o Conselho de Segurança da ONU aprovou a quarta rodada de sanções contra seu programa nuclear, o Irã apressou-se em manter o tom de desafio contra o Ocidente. O governo iraniano reafirmou sua determinação em continuar com o enriquecimento de urânio e o presidente Mahmoud Ahmadinejad subestimou a medida, afirmando que ela deve "ser jogada no lixo" e é “um papel sem valor”. No entanto, especialistas entrevistados pelo iG indicam que, até agora, as sanções foram eficientes em evitar que a República Islâmica se tornasse a próxima potência nuclear do mundo.
O acadêmico Ali Alfoneh, do American Enterprise Institute, um centro de pesquisa em Washington, lembra que os EUA conseguiram desenvolver duas armas atômicas em 1945, poucos anos depois do início de seu programa nuclear. “Por outro lado, o Irã começou a desenvolver seu projeto atômico no final dos anos 1960, utilizou avançada tecnologia e experiências de outros programas de pesquisa nuclear, mas não se tornou uma potência atômica, em um sinal de que o regime de sanções tem funcionado", afirmou Alfoneh ao iG.
Para o especialista, uma das provas de que o regime teme sim as sanções foi a assinatura, em 17 de maio, do acordo de troca de combustível nuclear com Brasil e Turquia. “A tentativa de última hora do Irã de evitar o isolamento internacional demonstrou que são mentirosas suas alegações de que as sanções não afetam negativamente seu programa atômico”, disse.
O professor Muhammad Sahimi, da Universidade da Carolina do Sul, concorda com o raciocínio de Alfoneh e lembra que, além das sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, o Irã também é alvo de punições extraoficiais de muitos países europeus. “Por exemplo, os bancos e instituições financeiras desses países não abrem linhas de crédito para as companhias iranianas que querem importar produtos da Europa. Elas têm de pagar em dinheiro”, afirmou. “Como resultado, os preços de todos os produtos no país subiram recentemente”, completou.
Além dos países europeus, os EUA também impõem sanções unilaterais, fora do âmbito da ONU, afirmou Alfoneh. “Medidas impostas, por exemplo, no campo de petróleo e gás negaram à República Islâmica tecnologia para desenvolver ainda mais seu setor petrolífero, o que aumentou o custo das ambições nucleares do país”, disse o acadêmico do American Enterprise Institute.
Guarda Revolucionária
As sanções aprovadas na quarta-feira se seguiram a punições adotadas contra o país por três anos consecutivos desde 2006 sob a suspeita de que Teerã quer desenvolver armas nucleares. O Irã nega, afirmando que tenta somente produzir energia para fins civis.
Segundo Alfoneh, as novas medidas têm como alvo a máquina por trás do programa nuclear do Irã: a Guarda Revolucionária, apontada como eminência parda do regime e responsável pela repressão contra os protestos que no ano passado contestaram a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.
Criada há 30 anos para proteger a República Islâmica, a Guarda atualmente é um amplo conglomerado militar que controla as baterias de mísseis iranianos, o programa nuclear e um império de negócios multibilionários que atinge todos os setores econômicos. Desde a primeira eleição de Ahmadinejad, em 2005, as companhias afiliadas à Guarda receberam 750 contratos governamentais em projetos de construção civil, de petróleo e gás.

Foto: Reuters
Conselho de Segurança da ONU se reuniu na quarta-feira para aprovar novas sanções
“Ao atacar os interesses econômicos dessa corporação, a comunidade internacional não apenas prejudica a economia iraniana em geral, como aumenta o custo do programa nuclear para a instituição que o promove de forma mais agressiva”, afirmou Alfoneh.
Segundo Rasool Nafisi, acadêmico da Universidade Strayer, na Virgínia, a quarta rodada de sançõestambém permite a inspeção e a apreensão de carga dirigida ao Irã e enviada pelo país. “Isso certamente criará problemas para o envio de material para o grupo xiita libanês Hezbollah, para o movimento radical islâmico palestino Hamas e para que o Irã receba tecnologia militar da Coreia do Norte e de outros países”, disse.
Além dos reveses econômicos, o analista Alex Vatanka, do Jane’s Information Group e Middle East Institute, aponta que as sanções contra o Irã também têm um custo político, com o país sendo rotulado como “pária” na comunidade internacional e fracassando em evitar seu isolamento. “O fato de Uganda e Bósnia votarem a favor das novas punições, e de o Líbano só se abster, deve ter frustrado Teerã”, afirmou, referindo-se ao fato de que apenas Brasil e Turquia foram contrários às sanções entre os 15 países do Conselho de Segurança da ONU.
Mas Nafisi acredita que as sanções, por mais duras que sejam, não persuadirão Teerã a desistir de seu programa nuclear. “Eles investiram muito nesse projeto. Ele é a única coisa que as autoridades iranianas podem mostrar como uma conquista e uma posição de força contra o Ocidente”, afirmou o professor da Universidade Strayer.
Mesmo que eventualmente as medidas aumentem seus efeitos sobre a economia do país e, consequentemente, sobre a população, o especialista duvida que o país aceitará negociar seu programa como reivindicado pelo Ocidente. “Ditaduras como a República Islâmica prestam pouca atenção para o descontentamento popular”, disse Nafisi. “Elas apenas tentam alimentar seu limitado número de partidários e suas forças de segurança, exatamente o que o Irã vem fazendo”, completou.

http://ultimosegundo.ig.com.br



















segunda-feira, 7 de junho de 2010

Israel resiste à pressão por investigação internacional

Nações Unidas querem ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia no comando de comissão independente

Aumentou a pressão internacional para que Israel aceite uma investigação internacional independente sobre o ataque de suas forças armadas a uma frota de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, há uma semana – mas o país se mantinha até ontem irredutível, rechaçando a ideia. O incidente culminou com a morte de nove ativistas – oito turcos e um americano de origem turca.

– Rejeitamos a ideia de uma comissão internacional. A avaliação de Israel é de que não tivemos alternativa a não ser abordar o navio (o Mavi Marmara, de bandeira turca, com cerca de 600 pessoas a bordo). A embarcação era muito grande para ser parada com meios técnicos. Nossos soldados subiram a bordo e foram recebidos com barras de ferro, facas e, acreditamos, também com armas de fogo – disse ontem o embaixador de Israel em Washington, Michael Oren, em entrevista ao programa Fox News Sunday.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, declarou que seu país vai insistir na investigação independente. Na sexta-feira, a Turquia também exigiu um pedido público de desculpas por parte do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. O premier, porém, se recusou a fazê-lo, alegando que a resposta de seu país foi em “legítima defesa”.

Passageiros do Rachel Corrie começaram a ser expulsos

Fotos divulgadas ontem pelo grupo ativista turco IHH indicam que o governo israelense pode ter uma parcela de razão no caso – as imagens, como a publicada nesta página, mostram soldados israelenses feridos a bordo do Mavi Marmara, cercados por passageiros da embarcação. Israel mantém o bloqueio a Gaza desde que o grupo extremista Hamas tomou o poder no território palestino, em 2007.

A abordagem da frota humanitária tinha como objetivo buscar eventuais armas escondidas destinadas ao Hamas – mas ocorreu em águas internacionais, o que é ilegal. Netanyahu insistiu ontem que os ativistas turcos envolvidos no confronto do dia 31 de maio haviam se preparado para a luta, embarcando no navio separadamente dos demais passageiros, depois de se organizarem e se equiparem.

– A intenção foi provocar os soldados israelenses – garantiu ele.

Entre os líderes que pressionam Israel para que aceite a investigação independente está o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Ele conversou ontem por telefone com Netanyahu e o “convidou” a acatar a proposta.

– Acreditamos que seja muito importante uma investigação confiável e transparente sobre esse ataque – declarou, no mesmo tom, o chanceler britânico, William Hague.

Pela proposta do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a comissão de investigação seria comandada pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer, um especialista em legislação marítima, e incluiria também representantes de Israel, da Turquia e dos EUA. Sem o apoio de Israel, o trabalho do grupo ficaria dificultado.

Também ontem, Israel começou a expulsar os passageiros de outro navio com carregamento humanitário, o Rachel Corrie, que tentou romper o bloqueio a Gaza e foi abordado sábado.
JERUSALÉM




http://zerohora.clicrbs.com.br/




sexta-feira, 4 de junho de 2010

Uma questão de fé

Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém



         
          Normalmente, não devemos julgar questões de fé, cuja natureza é subjetiva, pois se passam unicamente no interior de uma pessoa. Mas penso que é necessário nos manter bem-informados (jamais mal-informados ou não-informados) a respeito. É preciso saber sobre esse assunto demasiado importante, que abrange o certo e o errado, o bem e o mal, e que, em última instância, decide a nossa vida em relação ao céu ou ao inferno.

Observando o caminho da religiosidade humana, frequentemente encontro pessoas que se dizem “cheias de fé” — cuja expressão funciona como referendo para o tipo de vida que levam ou, ao fim e ao cabo, acaba virando um “passaporte” para a solução de todos os problemas. Os arroubos de declarações assim levam-me a pensar que a fé é, geralmente, uma doutrina incompreendida.

Há pelo menos um princípio fundamental que circunscreve este assunto a uma esfera plenamente mensurável e, portanto, compreensível. É o seguinte: se uma pessoa diz ter fé, essa mesma fé deve desembocar em obras correspondentes.

Portanto, a fé é assim: “Se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17).

Por exemplo, se alguém diz ter fé em Deus, a sua vida deve espelhar, principalmente na esfera do caráter, uma excelência que demonstre esse relacionamento com o Divino. Como pode alguém dizer que crê em Deus e essa fé em nada o transforme, continuando a viver a mesma vidinha pecaminosa de sempre?

        Sendo assim, por que em muitas vidas faltam os frutos espirituais que se remetam à fé que dizem possuir? Onde está a transformação radical na conduta e perspectiva geral nas suas vidas?

        Parece, em geral, que muitos “fiéis”, por mais sinceros que sejam, fracassam completamente em tirar o mínimo proveito da doutrina da fé ou receber a partir dela qualquer experiência satisfatória. Isso acaba por tornar-se uma negação da própria fé que julgam professar.

Após anos a fio de labuta pastoral, ouvindo e aconselhando os mais diversos tipos de pessoas, tirei preciosas conclusões a respeito da fé que muitos professam.

Alguns utilizam a fé como um substituto à obediência. Apegam-se a textos bíblicos isolados, tomados muitas vezes fora de seu contexto, ou então se baseiam nas suas fugazes experiências, para deixar de obedecer aos mandamentos óbvios expressos na Palavra de Deus. Quem crê, obedece. A falha em obedecer é uma prova irrefutável e convincente de que não há verdadeira fé.

Há os que usam a fé como um refúgio da exigência de raciocinar, pois vivem como se a fé fosse um “salto no escuro”.

Outros a usam como uma fuga da realidade, tentando fazer desaparecer o infortúnio “mediante a fé”, e ficam a repetir “mantras”, talvez na tentativa de vencer Deus pelo cansaço.

Há os que utilizam a fé como um esconderijo para um caráter fraco, dando ao mundo um mau exemplo de que pessoas de fé são desprezíveis, quando a Bíblia mostra exatamente o oposto.

Outros confundem fé com otimismo, circunscrevendo a fé à dimensão das suas próprias emoções e tiques nervosos. E ainda há aqueles que pensam na fé como uma força ou influência.
        
         Ora, se a mudança de um estado de “falta de fé” para outro de “viver pela fé” não faz uma real diferença na vida de alguém, não creio que faça também alguma diferença para Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Rm 10.17).
   
         Fé é confiança em Deus, é uma certeza que vem da revelação da Palavra de Deus: “A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”; e também: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1,6)

A verdadeira fé se apóia no caráter de Deus e não exige outras provas além da perfeição moral Daquele que jamais mente. Mas não para nesse ponto, antes, desemboca em mudança de vida, em atos concretos (boas obras) que Deus preparou para que andássemos nelas. (Ef 2.10)

O Centenário da Assembleia de Deus é algo assim, fruto da fé de uma multidão de fiéis que, ao longo do tempo, viveu para Deus e fez diferença no mundo. Ainda hoje, todos os nossos desafios são decorrentes da fé. Fé que desemboca em obras. Obras que glorificam a Deus.

Assim, podemos dizer: “Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2.18).

Vamos todos juntos, pela fé, rumo ao Centenário!


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